quinta-feira, 31 de julho de 2008

GNV não deixa de poluir meio ambiente

Para o químico Rubens da Silva, o gás natural pode ser visto apenas como uma das alternativas para poluir menos o meio ambiente.
Economia e preocupações com o meio ambiente fazem com que os motoristas se procurem com os tipos de combustíveis alternativos para os veículos. Atualmente, a gasolina é vista como vilã e apontada como uma das principais responsáveis pelo efeito estufa, causadora do aquecimento global. Já outro combustível muito utilizado no Brasil é o álcool, menos poluente em comparação a gasolina. Desde setembro de 2007, a cidade de Londrina possui posto de abastecimento de Gás Natural Veicular, conhecido como GNV.
O funcionário do posto de abastecimento de GNV em Londrina, Edcarlos Santos Pardinho, explica o quanto pode ser mais econômico utilizar o Gás Natural. Segundo ele, um metro cúbico de Gás Natural Veicular equivale, aproximadamente, a um litro de gasolina. “Se um carro a gasolina faz 10 Km com um litro, um automóvel com GNV pode rodar até 30% a mais com um metro cúbico de gás natural”, explica Pardinho.Dentro do motor, o gás é comprimido e armazenado em cilindros especiais de aço, que são adaptados ao porta-malas do carro.
Através de um sistema de tubulações e válvulas especiais, este gás é injetado e misturado ao ar aspirado pelo motor.Os cilindros variam de tipos e tamanhos e são instalados no porta-malas do veículo.
De acordo com um dos responsáveis de uma loja autorizada para fazer conversões de veículos para GNV, Bruno Cesar Martins, até o ano passado, eram dois carros convertidos ao dia em Londrina. Martins ainda ressalta que um dos maiores interesses pela procura deste combustível alternativo é a economia que pode resultar. De acordo com ele, com um metro cúbico de gás natural é possível economizar até 35% de combustível comparado com o uso de um litro de gasolina. “Se um carro faz 10 Km com um litro de gasolina, com GNV pode fazer 13,5 Km com um metro cúbico”, exemplifica Martins. Os cilindros de gás oferecem poucos riscos de explosão.
Martins explica que mesmo que haja uma colisão frontal com o veículo, atingindo o motor e ocasionando vazamento de gás, ocorre forte pressão na válvula que regula a saída de gás e é travada automaticamente.
Neste caso, não existe perigo de explosão, pois, além de ser mais leve que o ar, o sistema (armazenagem e compressão) as válvulas de segurança que se fecham caso haja algum rompimento na tubulação, e também possui um sistema de exaustão em caso de eventual vazamento. O custo de todo o kit de conversão varia de R$2 mil a R$3,5 mil dependendo do tamanho do cilindro escolhido. Carros bicombustíveis, ou seja, movidos a álcool e a gasolina, também podem receber os cilindros e se tornam tri-combustíveis. Nalva das Graças Alves comprou no início do ano passado um carro usado já com GNV instalado. Para ela, a economia é significante, entretanto, ela afirma que o carro também pode perder até 30% da potência original. “É mais econômico. Apesar de perder 30% da potência, a economia é muito maior”, diz ela.
De acordo com pesquisas feitas por alunos de graduação do curso de engenharia mecânica da UNICAMP em 2007, registrada no documento Estudo da Viabilidade Ecológica e financeira da substituição do diesel por GNV para a frota de caminhões e ônibus Campinas, aponta que a queima do Gás Natural é muito mais completa que a queima do Diesel. Por isso, os veículos movidos a Gás Natural emitem menos poluentes, tais como óxidos nitrosos (NOX), dióxido de carbono (CO2) e principalmente o monóxido de carbono (CO). Portanto, pelo problema urbano de Campinas, a melhor opção de combustível para utilização em centros urbanos é o GNV, onde os controles de poluição estão ficando cada vez mais rigorosos, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade de vida da população.
Já para o químico Rubens da Silva, o Gás Natural Veicular também polui porque é proveniente de carbonos. O químico explica que o gás é extraído debaixo da terra. Surge devido a reações químicas e físicas da decomposição de vegetais e animais de milhões de anos atrás. Para ele, o uso de GNV como combustível pode ser considerado como uma das alternativas para ajudar no combate ao aquecimento global, não como a única forma de preservar o meio ambiente. “Pode ser uma das alternativas porque polui menos que a gasolina, mas polui também”, ressalta o químico. “O certo é usar outros combustíveis, como o biodiesel”, finaliza ele. Vale ressaltar que a conversão do veículo para GNV só pode ser feita por oficinas credenciadas pelo Inmetro. Para ver as oficinas autorizadas na sua cidade, consulte o site do Inmetro no seguinte endereço eletrônico: http://www.inmetro.gov.br/infotec/oficinas/

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Unidade lotérica incentiva o Tubarão


Por Paulo Augusto Sebin


Uma unidade lotérica de Londrina teve uma iniciativa interessante para alavancar as vendas da nova loteria da Caixa Econômica Federal, a Timemania, e ao mesmo tempo ajudar o time da cidade, o Londrina Esporte Clube. De acordo com o gerente da lotérica Londrisorte, Gleison Zanin, localizada dentro do HiperMuffato da Quintino Bocaiúva, nº 1045, a unidade lotérica lançou a promoção “Aposte no Tubarão no seu Time do Coração”. O apostador joga na Timemania e seleciona o Tubarão como time do coração.


Após o sorteio da loteria, que são realizados aos domingos, se o bilhete do apostador não estiver premiado, o apostador escreve o nome e o telefone no verso do bilhete apostado e poderá depositar o mesmo numa urna da lotérica. Serão sorteadas duas camisas oficiais do LEC, além de uma bola oficial da Penalty. O sorteio será realizado no dia 05 de agosto.

O gerente da lotérica Londrisorte ressalta que além do bilhete ter o Londrina Esporte Clube como time do coração, as apostas têm que ser registradas em um dos terminais da lotérica para concorrer aos prêmios.


Torcida sempre fiel

Segundo levantamento feito pela Caixa Econômica Federal, o Londrina Esporte Clube está entre os melhores colocados em números de apostas na Timemania (loteria da Caixa). No vigésimo concurso da loteria realizado neste último domingo (13), o Tubarão teve 11.269 apostas selecionadas no Time do Coração. Com isso, o LEC fica em 25º colocado.

Para um clube que não disputa torneios representativos no momento, a margem de apostas que favorecem o Tubarão e que o mantém entre os 30 mais apostados é um fenômeno que desperta interesse. A torcida ainda continua a acreditar.

O time mais apostado no momento é o Flamengo com 102.962 apostas, seguido de Corinthians com 75.283 e Palmeiras com 57.803. O Atlético PR está em 18º, com 15.008 e o Coritiba em 19º com 14.831 apostas.

Ranking e arrecadação

Atualmente existem quatro grupos que recebem os 22% da arrecadação da loteria da Caixa destinados aos clubes de futebol. O LEC está no grupo 3. O quarto grupo encaixa clubes que não estão nas cartelas da Timemania. De acordo com o diretor comercial do Tubarão, Reinaldo Furlan, o clube recebe por mês o valor aproximado de R$8 mil. Entretanto, existe uma previsão de que em janeiro de 2010 haja mudanças nos critérios de colocação dos clubes. “Em janeiro de 2010 o ranking passa a ser número de apostas”, diz Furlan. Os grupos seriam extintos e levará em conta o número de apostas na Timemania. Os 20 mais apostados receberiam aproximadamente R$ 140 mil ao mês. Se o critério de apostas estivesse válido hoje, o Tubarão estaria no segundo grupo, sendo hoje na 25º colocação e receberia o valor aproximado de R$ 40 mil.

Torcedor afirma que futebol londrinense tem futuro

A ajuda ao Tubarão tem justificativa. Gleison Zanin só perde um jogo do Tubarão por forças maiores. Pare ele, a cidade de Londrina sempre foi forte em futebol. Mas ressalta que falta investimentos. “O que falta é investimento. Londrina sempre foi forte em futebol”, declara Zanin. Ainda na opinião dele, o comércio londrinense precisa investir mais no futebol da região. “O comércio não tem visão do futuro”, afirma o torcedor. Zanin ainda ressalta que quando o LEC vence três partidas consecutivas, aproximadamente 10 mil torcedores vão ao estádio. “ O estádio VGD fica pequeno”, finaliza o torcedor. Por isso, aos amantes do futebol local, os empresários londrinenses precisam investir no esporte.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Inflação atinge mercado mundial

Por Paulo Augusto Sebin

A inflação não ameaça apenas a estabilidde da economia brasileira. Os Estados Unidos da América, o país mais rico do mundo, também sofre deste mal. A taxa de inflação norte-americana registrou no mês passado a maior aceleração em 26 anos, impulsionada por custos de energia. O índice de preços ao consumidor de junho subiu 1,1%, a maior elevação desde 1982.

A inflação dos EUA aumentou devido a uma instabilidade de preços do setor enérgico, que ficaram 6,6% mais caros em junho em conseqüência do aumento da gasolina, do gás natural e de gás para aquecimento.

Como se não bastasse, 15 países europeus registraram alta da inflação. De acordo com o relatório do Eurostat, o escritório europeu de estatísticas, em junho a inflação subiu 4%, acelerando a alta que foi de 3,7% em maio. O Banco Central Europeu teve que tentar intervir e subiu de 4% para 4,25% as taxas básicas da área do euro.

Como se pode notar, o mal inflacionário está influente em quase todo o mundo. O Brasil conteve a inflação após a criação da moeda Real. Mas a inflação quer voltar. De acordo com as informações da Agência Brasil, três produtos agropecuários comercializados no atacado foram os principais responsáveis pela alta de 2% na inflação brasileira medida pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), em julho, conforme divulgou hoje (16) a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O economista da FGV, Salomão Quadros, salienta que “os grãos subiram por problemas climáticos no exterior [chuvas nos Estados Unidos], mas que afetam as cotações no Brasil. E os bovinos, pela falta de animal para abate, um fenômeno que acontecia e foi intensificado”.

Uma das medidas a serem adotadas pelo governo federal é oferecer incentivos aos produtores rurais para aumetar a produção de alimentos no país. Cabe ao consumidor brasileiro verificar as promoções.


Exemplo de economia.


Em Londrina (PR), um dos estabelecimentos que vendem grãos por atacado, até o dia 16 de julho, o custo do quilo da soja custa R$2,99. Em um supermercado da cidade, o custo do pacote de soja embalado custa entre R$ 3,99 a R$4,10.

No primeiro caso, onde se vende por atacado, os grãos são comprados diretos do produtor rural e é um produto considerado não industrializado. Ou seja, o produto não é embalado e não partiu da indústria. No segundo caso, no supermercado, o preço é relativamente maior porque o mesmo produto foi selecionado, ensacado e transportado pela empresa que a produziu. Esta empresa, que comprou a soja do produtor, teve custos de produção, como as embalagens dos produtos, pagamento de funcionário e outros gastos empresariais.

O consumidor tem que estar atento com a alta da inflação. Caso contrário, o poder de compra do brasileiro enfraquece.

Reproduzido pela Brasil Wili - http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=6180

Fonte de pesquisa: BBC, Agência Brasil, Londrix

terça-feira, 15 de julho de 2008

Tubarão tem forte torcida

A delegação do Londrina Esporte Clube (LEC) viajou nesta segunda feira à capital mineira para a estréia na copa Taça BH. O LEC vai enfrentar na próxima quarta-feira (16) o Real Minas FC, na Toca da Raposa. Segundo o técnico do Tubarão, "Claudinho", o time vai brigar pelas duas primeiras posições do grupo para se garantir nas oitavas-de-final da competição.
A Taça BH é a competição de juniores mais importante do Brasil depois da Copa São Paulo. Só poderão participar da competição garotos nascidos entre os anos de 1989 e 1991.
Serão 36 equipes divididas em seis grupos. Conforme a regulamentação da competição, avançam para as oitavas-de-final os dois primeiros de cada grupo. Depois de ter perdido o título da Copa Paraná contra o J. Malucelli no ano passado - o campeão garantiu vaga para série C do campeonato brasileiro e Copa do Brasil - e não ter feito uma boa campanha na última edição do campeonato paranaense, a torcida conta com a motivação dos jovens jogadores para voltar a comemorar.
Em falar em torcida...
Segundo levantamento feito pela Caixa Econômica Federal, o Londrina Esporte Clube está entre os melhores colocados em números de apostas na Timemania (loteria da Caixa). No vigésimo concurso da loteria realizado neste último domingo (13), o Tubarão teve 11.269 apostas selecionadas no Time do Coração. Com isso, o LEC fica em 25º colocado.
Para um clube que não disputa torneios representativos no momento, a margem de apostas que favorecem o Tubarão e que o mantém entre os 30 mais apostados é um fenômeno que desperta interesse. A torcida ainda continua a acreditar.
O time mais apostado no momento é o Flamengo com 102.962 apostas, seguido de Corinthians com 75.283 e Palmeiras com 57.803. O Atlético PR está em 18º, com 15.008 e o Coritiba em 19º com 14.831 apostas.

Ranking e arrecadação

Atualmente existem quatro grupos que recebem os 22% da arrecadação da loteria da Caixa destinados aos clubes de futebol. O LEC está no grupo 3. O quarto grupo encaixa clubes que não estão nas cartelas da Timemania. De acordo com o diretor comercial do Tubarão, Reinaldo Furlan, o clube recebe por mês o valor aproximado de R$8 mil. Entretanto, existe uma previsão de que em janeiro de 2010 haja mudanças nos critérios de colocação dos clubes. "Em janeiro de 2010 o ranking passa a ser número de apostas", diz Furlan. Os grupos seriam extintos e levará em conta o número de apostas na Timemania. Os 20 mais apostados receberiam aproximadamente R$ 140 mil ao mês. Se o critério de apostas estivesse válido hoje, o Tubarão estaria no segundo grupo, em 25º colocação e receberia o valor aproximado de R$ 40 mil.


Torcedor afirma que futebol londrinense tem futuro


Gleison Zanin só perde um jogo do Tubarão por forças maiores. Pare ele, a cidade de Londrina sempre foi forte em futebol. Mas ressalta que há falta administração e investimentos. "O que falta é administração. Londrina sempre foi forte em futebol", declara Zanin. Ainda na opinião dele, o comércio londrinense precisa investir mais no futebol da região. "O comércio não tem visão do futuro", afirma o torcedor. Zanin ainda ressalta que quando o LEC vence três partidas consecutivas, aproximadamente 10 mil torcedores vão ao estádio. " O estádio VGD fica pequeno", diz Zanin.

domingo, 13 de julho de 2008

Eleitorado londrinense pode esquecer crise política em plenas eleições

Por Paulo Augusto Sebin
"Durante e após as eleições, todo mundo esquece do passado e em quem votou". Essa é uma das frases mais ouvidas e faladas pelas pessoas em ano eleitoral
A cidade de Londrina acompanha a enxurrada de informações a respeito das denúncias de corrupção contra os vereadores da cidade. Possivelmente todas as questões levantadas do Ministério Público, as denúncias feitas pelo ex-vereador Orlando Bonilha e as informações vinculadas pela imprensa podem ser esquecidas facilmente pelo eleitorado londrinense no fervor das eleições.
As denúncias contra vereadores de Londrina só começaram a ser vinculadas após a prisão em flagrante do ex-vereador Henrique Barros, no dia 10 de janeiro deste ano com uma quantia de R$ 9.900 em espécie dentro do carro dele. Para o promotor do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Claudio Esteves, trata-se de dinheiro vindo de concussão - extorsão praticada por funcionário público.
Em denúncia a Gaeco, a acusação, aliada à de formação de quadrilha, foi estendida aos vereadores Osvaldo Bergamin (PMDB), Orlando Bonilha (PR), Flávio Vedoato (PSC) e Renato Araújo (PP). Ainda de acordo com o Gaeco, os cinco vereadores participariam de um esquema de cobrança de propina a três empresários da cidade, o qual, só de dezembro do ano passado para cá, já teria movimentado pelo menos R$ 47 mil. Esses projetos tratavam de mudança da lei de zoneamento, doação de terreno e alteração do Código de Posturas, que, para beneficiar as vítimas, geravam delas valores extorquidos e que seriam divididos entre os cinco vereadores em uma ante-sala da Câmara. Todos os vereadores citados também estão sendo processados por formação de quadrilha.
A probabilidade de que a população deixe de debater a respeito dos escândalos dos vereadores é muito grande. Primeiramente porque a sociedade brasileira ainda tem influência dos efeitos midiáticos da imprensa na população. As pessoas debatem, discutem, analisam o que se vincula nos jornais no presente. Como de praxe, em breve, as páginas dos jornais estarão permeadas de eleições, de propostas eleitorais. Poucas serão as matérias que relembrem sobre a crise na câmara de vereadores de Londrina.
Outro fator que pode resultar no esquecimento do caso é que muitos candidatos prometem "inovar" no figurino. A incorporação de personagens fazem da política um espetáculo a parte.
Em Curitiba, um dos candidatos arrumou uma maneira divertida de atrair a atenção do eleitor. Elcio Aparecido Perin (PDT), mais conhecido como Mister Bim, aproveita sua semelhança física com o famoso personagem de humor britânico Mister Bean para formular imagem de candidatura. O taxista curitibano resolveu entrar para o mundo da política de repente.
Mas as formas criativas de chamar a atenção dos eleitores, de serem populares, ainda não é requisito máximo de escolha do eleitorado. Para Lindomar Wessler Boneti, professor de Sociologia da Pontícia Universidade Católica do Paraná, declara que o peso maior na hora de decidir o voto ainda é da representatividade. A forma irônica e incorporações de personagens não garante números representativos de votos.
Até o momento a imagem que a população absorve sobre a crise na câmara de vereadores de Londrina é que os empresários são vítimas, foram pressionados. Ainda não houve questionamentos convincentes a respeito da conduta dos empresários envolvidos.
Orlando Bonilha apontou em depoimento o esquema de cobrança de propina contra o empresário Claudemir Medeiros, dono da boate erótica Shirogohan, beneficiada com uma alteração no zoneamento. De acordo com o Procurador Jurídico da Câmara Municipal de Londrina, Airvaldo Stella Alves, o empresário não foi citado como réu nas ações. Para ele, é necessário mais investigações e com mais seriedade.
De qualquer forma, a casa legislativa de Londrina está com imagem arranhada. Os fatos aconteceram no momento errado, no ano inapropriado. Justamente no ano eleitoral. O eleitorado londrinense está com a memória fresca e recente. Sorte para a população, azar para os candidatos.
Fonte de pesquisa: RPC, Gazeta do Povo, Folha de Londrina, Bonde News

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Diploma para ser jornalista é dar qualidade de informação

O debate sobre a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista no Brasil está de volta.
De acordo com a Federação Nacional dos Jornalistas, a FENAJ, há mais de 40 anos que existe curso de jornalismo no país. Mesmo assim, o Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar o Recurso Extraordinário (RE) 511961 que, se aprovado, vai desregulamentar a profissão de jornalista. Isso eliminaria um dos princípios da profissão jornalística: a obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o seu exercício.

O jornalista Rogério Christofoletti lembra que houve um episódio jurídico em outubro de 2001, quando a juíza federal Carla Abrantkoski Rister concedeu liminar a uma ação civil pública, desobrigando qualquer cidadão de portar diploma de nível superior na área para conseguir seu registro profissional de jornalista. Toda essa discussão teve vários capítulos, muitas brigas judiciais.

Como em qualquer profissão, para se ter qualidade no setor é necessário estudo técnico, teórico e prático. Vamos partir do pressuposto de que para exercer a função de contabilidade não seja necessário o diploma. Há profissionais que têm noção de contabilidade, apenas noções técnicas. Existem cursos técnicos de contabilidade. Mas não terá tanta qualidade se não houvesse a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão. Se o Brasil tem profissionais tão capacitados na área contábil, é porque são bem preparados para a função.

Outro exemplo nítido são os profissionais de Educação Física. Temos cada vez mais pessoas procurando academias, personal training, porque estes têm uma qualidade profissional muito superior que dá resultados qualitativos para a atividade física e manutenção do corpo. Interessante é que a sociedade sabe e reconhece a importância desses profissionais no ramo. Segundo a Fitness Brasil (Convenção e Exposição do setor na América Latina voltado aos profissionais de educação física), o país possuía 4 mil academias em 1999. Até o ano passado foram 7 mil academias instaladas. Estima-se que mais de 2 milhões de pessoas vão à academia. Para se ter uma idéia, cinco falsos professores de educação física foram presos por exercer ilegalmente a profissão. De acordo com autoridades citadas pelo O Globo, havia estudantes não formados dando aulas em academias e foram autuados. A ação contou com fiscais do Conselho Regional de Educação Física (Cref1).

Possuir um diploma não significa apenas um papel registrado. Seu significado é bem maior. Resulta de um exercício que tem capacidade, qualidade, extra-conhecimento para a profissão.

Os métodos de pesquisa, de entrevista, de investigação, apuração dos fatos, conceitos teóricos de analistas da comunicação, tudo isso se consegue exercer a partir do momento em que há estudos teóricos e práticos na função jornalística. Não ganha apenas os profissionais formados ou os que estão se formando, mas também a sociedade brasileira, esta qual consome e depende de informação. Merecem e exigem qualidade no jornalismo brasileiro. Assim como no exemplo citado acima, a sociedade sabe e reconhece a importância desses profissionais no ramo. Jornalista formado é estar preparado para prestar serviço de qualidade ao cidadão brasileiro que consome informação.

A transmissão de informação é tão quanto importante como Medicina estuda a cura, que Advocacia presta serviços judiciais.

"É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas".

O fato de ser obrigatório o diploma para ser jornalista não implica em que outras pessoas, formadas ou não, seriam proibidas de expressarem opiniões nos meios de comunicação.

Movimento - Existem campanhas para que toda a sociedade brasileira participe do debate sobre a questão da profissão. A Federação Nacional dos Jornalistas propõem o recolhimento de abaixo assinado para ser entregue aos ministros do STF contra a medida Extraordinária. O abaixo assinado está disponível no site da instituição no endereço http://www.fenaj.org.br/diploma/abaixo_assinado.doc


Jornalistas e estudantes de jornalismo podem e devem mandar e-mails para os ministros do Superior Tribunal Federal . A FENAJ convida todos a participarem da luta em defesa do Jornalismo qualificado, responsável, democrático, voltado ao interesse público. Possui os endereços de e-mail de cada Ministro e sugestões de manifesto em arquivo (.doc) no seguinte enderço eletrônico: http://www.fenaj.org.br/diploma/sugestao_texto_STF.doc


Veja também na íntegra o manifesto da FENAJ sobre a obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão jornalística: http://www.fenaj.org.br/diploma/manifesto.doc



Lista de e-mail dos atuais ministros do STF

M
inistro Gilmar Mendes - Presidente
mgilmar@stf.gov.br



Chefe de Gabinete: Isabel Cristina Ferreira de Carvalho
isabelc@stf.gob.br

Ministro Cezar Peluso - Vice-Presidente
macpeluso@stf.gov.br



Chefe de Gabinete : Carla Kindler Rosanova Sotto
mluciam@stf.gov.br





Chefe de Gabinete: Miguel Ricardo de Oliveira Piazzi
piazzi@stf.gov.br

Ministro Marco Aurélio
mmarco@stf.gov.br



Chefe de Gabinete: Marcos Paulo Loures Meneses
marcosp@stf.gov.br

Ministra Ellen Gracie
ellengracie@stf.gov.br





Chefe de Gabinete: Beatriz Ventura Teixeira Coimbra
beatriz@stf.gov.br

Ministro Joaquim Barbosa
mjbarbosa@stf.gov.br



Chefe de Gabinete: Marco Aurélio Lúcio
marco@stf.gov.br

Ministro Eros Grau
egrau@stf.gov.br





Chefe de Gabinete: Patrícia Maria Landi da Silva Bastos: patriciaml@stf.gov.br

Ministra Cármen Lúcia
clarocha@stf.gov.br



Chefe de Gabinete: Eduardo Silva Toledo
eduardost@stf.gov.br

Ministro Menezes Direito
Chefe de Gabinete: Ana Maria Alvarenga Mamede Neves:
gabmdireito@stf.gov.br
Por Paulo Augusto Sebin
Fonte de pesquisa: Observatório de imprensa, O Globo, FENAJ, Trama Web Comunicação

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Entidades querem intensificar lei 9840

Por Paulo Augusto Sebin
Desde o início deste ano os eleitores brasileiros percebem por meio de propagandas em rádio e TV, além de movimentos de mobilização para recolher assinaturas para impedir que candidatos corruptos possam se candidatar novamente para as próximas eleições. Trata-se de um anteprojeto de lei de iniciativa popular que defende o combate à corrupção eleitoral. Chamada de lei 9.840, o movimento é coordenado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) juntamente com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Outras 34 enntidades também coordenam a iniciativa em todo o país.

No dia 10 de maio deste ano foi realiza no calçadão (região central) de Londrina pontos de recolhimento de assinaturas para o projeto. Através de organizações não governamentais e de igrejas, outras cidades também fazem campanhas.


A Lei 9840 não foi criada recentemente. Na verdade, foi instituida em 28 de setembro de 1999, com o lançamento do Projeto "Combatendo a corrupção eleitoral", em fevereiro de 1997, pela Comissão Brasileira Justiça e Paz - CBJP, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB. Esse projeto deu continuidade à Campanha da Fraternidade de 1996, da CNBB, cujo tema foi "Fraternidade e Política". O encaminhamento e aprovação do projeto transcorreu de forma rápida. Após passar pela Câmara de Deputados por unanimidade, o plenário do Senado aprovou um requerimento de urgência no dia 23 de setembro de 1999.O projeto foi apreciado como primeiro ponto da pauta da Ordem do Dia, durante mais de duas horas de discussão. Aprovado às treze horas e quarenta e cinco minutos do mesmo dia, seguiu imediatamente para a sanção presidencial. Para este ano, a intenção para o recolhimento de assinaturas é de aprofundar ainda mais a lei regulamentada. O novo projeto de lei prevê que se tornem inelegíveis pessoas "que foram condenadas ou tiveram denúncia recebida por um tribunal em virtude de fatos graves, tais como: racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas. Essas pessoas devem ser preventivamente afastadas das eleições até que resolvam seus problemas com a Justiça Criminal". De acordo com com a CNBB, não se trata de considerá-las antecipadamente culpadas, mas de adotar uma postura preventiva, em defesa da sociedade. Pessoas que renunciaram ao cargo para evitar a abertura de processo por quebra do decoro parlamentar ou por desrespeito à Constituição ou foram condenadas em representações por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa também se torna inelegível.


Segundo a Constituição, projetos como esses precisam de apenas 1% de assinaturas de todo o eleitorado brasileiro, o que totaliza aproximadamente 1,6 milhões de brasileiros. Entretanto, quanto mais assinaturas, mais peso tem o projeto perante o Congresso.


Se você se interessar em recolher assintaturas para reforçar o projeto ainda para as eleições desse ano, pode ser obtido o formulário de assinaturas pela internet. O link de acesso é http://www.lei9840.org.br/formulario.pdf - formato pdf. É necessário baixar gratuitamente o programa Abode Reader.


Após o recolhimento das assinaturas, o formulário pode ser entregue para grupos religiosos, como arquidioceses de sua cidade.
Fontes de pesquisa: Folha de Londrina, MCCE, CNBB

terça-feira, 8 de julho de 2008

Falta de recursos sufocam projetos comunitários

video

Alunos de graduação em jornalismo pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) criaram no ano passado um projeto comunitário vinculado a uma emissora de rádio comunitária em Londrina. Entrava no ar no dia 18 de agosto de 2007 a primeira edição do programa Espaço Dinâmico, exibido semanalmente todos os sábados na rádio Dinâmica FM, sintonia 87,9.

Um grupo de cinco alunos, através da disciplina de jornalismo comunitário, resolveu elaborar uma proposta de programa informativo com um único foco: a região oeste da cidade de Londrina. As reportagens tinham como tema apenas onde a transmissão da emissora comunitária atingia.
Entretanto, por quase um ano de projeto, com o programa no ar, muitas dificuldades foram enfrentadas para que o programa se mantivesse funcionando e que a emissora não saísse do ar.

O primeiro desafio foi a cobrança protocolada no início desse ano pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). De acordo com Guto Clemente, presidente da associação de moradores jardim Santa Rita e responsável pela emissora comunitária, a dívida era de R$ 6 mil.
Em matéria publicada
no Web Jornal Comtexto, o presidente da Associação de Moradores do Jardim Santa Rita e responsável pela emissora, a cobrança é reivindicada desde que a emissora entrou no ar, em fevereiro de 2005. Até hoje, segundo ele, a emissora não conseguiu levantar recursos.

O que mais se questiona em torno das cobranças nas emissoras comunitárias é que, como mesmo nome sugere, não têm fins lucrativos. O único recurso proveniente é para a manutenção de uma rádio comunitária. Mas segundo o gerente do Ecad no Paraná, Maurício Fernando Brotto, afirma que não importa o intuito de lucro ou não, “o que importa nesse caso é a execução pública dessa música, a utilização dela”. O responsável pela emissora comunitária disse que as medidas necessárias já foram tomadas junto a um advogado, baseadas em dados de outras ações judiciais em outros estados do país para recorrer da cobrança.

Até então, a emissora não foi lacrada pela falta de pagamento ao Ecad.
O primeiro desafio foi vencido. A batalha foi conquistada, mas ainda havia uma guerra. A falta de recursos.

Sem ter fins lucrativos, não significa que não seja necessário levantar recursos. A emissora tem gastos, como aluguel, telefone e luz. Os organizadores do programa Espaço Dinâmico, Bruno Bana, Bruno Carraro, Ciro Campos, Fernando Satoru e Paulo Sebin também têm gastos próprios. Para manter o programa no ar sem perder a qualidade, nunca houve recursos externos. A locomoção era pago do próprio bolso dos alunos. Dois deles, Bana e Satoru eram de Arapongas e vinham excepcionalmente para exibir o programa aos sábados.

Supostamente o projeto perdeu a guerra. De acordo com o responsável da rádio, a emissora não tem mais recursos para se manter. Clemente diz que os recursos vinham da Prefeitura de Londrina e da Sercomtel, mas que devido a ano eleitoral, os recursos foram cortados. A rádio Dinâmica FM vai manter a programação gravada, mas sem programas ao vivo.
Essa foi a notícia recebida pelo grupo responsável pelo projeto.
Tais projetos são sufocados pela falta de apoio. As emissoras comunitárias são sufocadas pela falta de atenção do governo.

Último ato

Foi ao ar a última edição do programa Espaço Dinâmico no dia 05 de julho deste ano. O término do projeto foi com a exibição do 2º concurso de poesias proposto pelo programa. Todos os colégios da região oeste foram convidados a participar. As autoras das melhores poesias tiveram as obras exibidas no programa. Foram elas: Beatriz Gaiguer da Cruz, 3º Série, da Escola Maria Tereza Meleiro Amâncio. Ludiane Mariana, 6º série, do Colégio Estadual São José e Jenifer dos Santos, 8 série, também do colégio São José.

A professora de língua portuguesa do colégio São José, Ivonete Aparecida Santos Costa, concedeu entrevista para falar sobre o concurso de poesias na região oeste e diz que projetos como esses mostram que alunos da região são capazes de fazer boas poesias. “Os alunos têm a oportunidade de ver várias modalidades de texto. Eles saem da narração e descrição para vêem que são capazes de fazer poesias também”, afirma Ivonete.

A mobilização para produzir as poesias foi intensa. A professora afirma que foram feitas oficinas dentro do colégio para que os alunos escrevessem as poesias. “Foram feitas oficinas. Primeiro levei livros de poesias para eles lerem o que mais gostavam. Depois fizeram uma seleção do que se interessavam mais. Depois damos o tema para que fizessem as poesias e aí buscaram a estrutura para fazerem as poesias deles”. A professora ainda explica que com os livros de poesias os alunos tinham em mãos vários estilos e formas de texto. Baseadas nelas que as poesias forma feitas entre os estudantes.

O fato de saberem que as obras literárias podem ser transmitidas numa rádio faz com que os alunos escrevam com mais atenção, pois assim sabem que outras pessoas irão ouvir os textos feitos pelos alunos. “Eles prestam muito mais atenção porque sabem que outras pessoas vão ouvir”, conclui Ivonete.

Houve muito interesse por parte dos estudantes em fazer as poesias e têm prazer de ouvi-las na emissora da comunidade.



segunda-feira, 7 de julho de 2008

As fronteiras entre ensino público e privado

Pouco se discute, no Brasil, tanto no âmbito político quanto nos meios de comunicação, as reais causas das desigualdades na educação brasileira. Assim como no poder econômico, no acesso a saúde de qualidade, a educação qualitativa não é para todos.

Na verdade, é um processo seletivo. Analisemos do princípio que o governo tenta melhorar o acesso às universidades, através de cotas, para quem estudou somente em escolas públicas. Ou seja, para alunos que sempre estudaram na rede pública de ensino é necessário cotas para ingressar nas universidades que são públicas.

Apenas com esse fenômeno é possível perceber que há uma desigualdade educacional no País. Primeiramente, o Brasil não necessita investir mais em educação, mas o problema está na forma com que o governo gasta os recursos destinados ao setor educacional. Se faz necessário fiscalizar mais como os recursos são destinados. A rede privada não sofre de falta de dinheiro e investimentos no setor. Já o Estado implica em faltar e distribuir recursos erroneamente. Está mais preocupado com a quantidade do que a qualidade.

Discute-se muito mais em números de vagas, cotas e contratações de professores do que analisar a qualidade das aulas, das qualificações profissionais dos educadores. A qualidade do ensino privado é relativamente melhor do que o ensino público, desde ensino básico, fundamental e médio, até o ensino superior. Resultados obtidos em 2007 pelo ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) mostram que as instituições públicas obtiveram média de 49,20 na prova objetiva, enquanto os de escolas particulares fecharam a pontuação em 68,04. O fenômeno se repete em relação a anos anteriores. Em 2006, por exemplo, o desempenho registrado por alunos de escola pública foi de 34,94 e o de privada, 51,23. A balança está desproporcional. Alunos que cursaram o ensino médio e fundamental na rede privada estão relativamente mais preparados dos que os freqüentaram o ensino público.

O que ocorre, então, é uma dificuldade cada vez mais freqüente de estudantes carentes se ingressarem nas universidades. Ainda há muitos jovens fora da escola. Em 2007 foi realizada uma pesquisa do IBGE em que mais da metade dos jovens brasileiros de 15 a 24 anos não estariam estudando, isto é, 17,5 milhões de jovens sem estudar. Algumas soluções não muito viáveis foram propostas por especialistas para tentar resolver a falta de qualidade do ensino brasileiro.

Para Eduardo Andrade, graduado em Economia pela Universidade de Chicago, professor do Ibmec São Paulo e um dos autores do livro Economia do Setor Público no Brasil, o governo deveria pensar seriamente em cobrar mensalidades daqueles alunos que são aceitos nas universidades públicas, com a ressalva de que os alunos que passam no vestibular e que não tenham condições de pagar as mensalidades recebam bolsa de estudo e até mesmo apoio financeiro.Com o curso concluído, este bolsista paga parte da bolsa recebida de volta para o governo no momento em que for pagar o seu imposto de renda. Para justificar tal linha de raciocínio, cita a Austrália como exemplo, onde os salários dos bolsistas após formados são superiores a média nacional daquele país. Mas talvez ele não tenha percebido que as vertentes econômicas do Brasil são relativamente opostas às dos australianos. São realidades diferentes. Cabe ao Estado brasileiro oferecer estudo de qualidade a todos os cidadãos. O que precisa ser feito é aumentar as vagas nas universidades e construir outras unidades de ensino sem deixar de lado investimentos e análises qualitativas do ensino.

O mais importante de todos: a corrupção e desvio de dinheiro público ainda são os principais fatores que prejudicam o investimento na educação em todas as esferas. Seria injusto para a sociedade brasileira, da classe mais baixa, pagar futuramente pela educação que teve e pela profissão que escolheu.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Capitalismo pode impedir cura da AIDS

Muitas descobertas e poucos resultados. A corrida farmacêutica em busca de lucros pode ser um atraso da ciência em busca da cura da AIDS.

Algumas matérias foram publicadas nos principais jornais do Brasil e do mundo e exibidas nos telejornais sobre supostas descobertas que possam a levar a cura total da AIDS, provocada por um vírus que tem a capacidade de mutação em pouco tempo, conhecido como HIV. Notícias como essas alegram tanto portadores do vírus quanto toda a humanidade - afinal, é uma doença que todos temem e as crianças e jovens de hoje já aprendem o tamanho problema que a doença causa tanto no organismo humano quanto em âmbito social. O problema é que tais matérias são publicadas e exibidas por no máximo dois dias e não aparecem mais fatos relacionados sobre novidades da AIDS.

Há argumentos de que não aparecem mais fatos que induzam a imprensa divulgar mais detalhes sobre determinadas pesquisas. No início deste ano, por exemplo, foi divulgado em uma reportagem da revista científica britânica, a Nature, que cientistas do Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos descobriram que uma proteína pode ser o “ponto fraco” do vírus HIV, chamado pela ciência de proteína gp120. Ela é responsável por encobrir o vírus e não sofre mutações constantes. A sua função é ligar o vírus com a célula e infectá-la.

O mais importante é que, segundo exames, a proteína é vulnerável as ações de defesa do organismo humano, o sistema imunológico. Em nota, cientistas afirmam que “quando uma pessoa é infectada pelo HIV, a gp120 se liga a uma outra proteína, a CD4, existente nas células humanas de defesa. Essa ligação permite que o vírus contamine e destrua o sistema imunológico. Os pesquisadores acreditavam que a gp 120 ficava escondida até o momento de se ligar à CD4.

Porém, o novo estudo não só conseguiu identificar a gp 120 antes do ataque como também descobriu que ela é vulnerável”. As esperanças são que com esta descoberta possa ser produzida uma vacina que estimule a produção de anticorpos e que destrua o vírus HIV através deste suposto ponto fraco descoberto. De acordo com divulgações feita no dia 29 de junho deste ano, da agência de notícias EFE, cientistas da Alemanha descobriram como “extrair os genes do vírus HIV de células humanas doentes, com a ajuda de uma "tesoura molecular", e assim obter a sua cura”. A revista científica Science publicou um artigo do médico e professor Joachim Hauber, em que declara “conseguir tirar o vírus das células”. “A ‘tesoura molecular’ utiliza uma enzima para extrair o vírus da célula doente. É um avanço revolucionário na luta contra a doença, já que não se limita a deter a atividade viral, mas elimina o HIV e consegue a cura das células doentes”, explica Haumber. Apenas alardes - O ponto fraco e a descoberta de retirar o vírus das células são as principais matérias publicadas, ainda assim de forma tímida.

Outras matérias já foram feitas relacionadas a descobertas de fatos que possam conduzir a cura da AIDS, mas que infelizmente não mais se ouve falar, não se lê nos jornais nem revistas. Isso por causa da corrida farmacêutica em busca de descobertas que alvoroçam o mercado e “consumidores”. A importância parece não ser para a salvação da humanidade, mas uma corrida capitalista nas bases das esperanças que alimentam milhões de infectados pelo mundo.